PROJETO MEIO AMBIENTE: CULTIVO DO HÁBITO DO USO DOS 5 rS

2011: Mais um ano letivo pela frente. Em 2010, realizamos com bastante êxito o projeto Gêneros Textuais (orais e escritos), objetivando conhecer, analisar e produzir textos ligados aos Valores Humanos. Neste ano, 2011,a proposta dos gêneros visa desenvolver habilidades e potencialidades relacionadas ao respeito pelo MEIO AMBIENTE, sobretudo à prática ao uso dos 5Rs (Respeitar, repensar, reduzir, reutilizar e reciclar). Por isso, abri um página - MEIO AMBIENTE - só com textos que discorrem sobre o tema. A Escola CIE não pode prescindir, num momento de agonia do planeta, do seu papel de construçao de cidadania. Aguardem!! “Se quisermos ter menos lixo, precisamos rever nosso paradigma de felicidade humana. menos lixo significa ter... mais qualidade, menos quantidade; mais cultura, menos símbolos de status; mais esporte, menos material esportivo; mais tempo para as crianças, menos dinheiro trocado; mais animação, menos tecnologia de diversão; mais carinho, menos presente... (Gilnreiner, 1992)

2 de maio de 2011

CARTA DE LEITOR (CONTEXTO JORNALÍSTICO)

 Olá, pessoal!
Antes de compor os textos propostos na página e vocês (segundo ano/2011), vejam as informações sobre carta do leitor e dois exemplos de bons textos de ex-alunos. Espero que a leitura possa ser proveitosa. Beijos

CARTA DO LEITOR:  esse tipo de texto no vestibular pretende avaliar a capacidade que o candidato tem de escrever um texto numa situação determinada, com um interlocutor fixo. Os recursos de linguagem utilizados devem ser adequados ao texto-base, com o qual deve se estabelecer a interlocução. Do mesmo modo, a opinião pessoal do candidato sobre o episódio descrito no texto deve estar presente. O uso da 1ª pessoa é viável, uma vez que a opinião pessoal do candidato deverá estar presente. Pela exigüidade do número de linhas, alguns vestibulares dispensam  as formalidades estéticas comuns às cartas, como local, data, invocação, despedida e assinatura. Portanto, fiquem atentos ao comando do enunciado.


            A linguagem da carta do leitor varia de acordo com três elementos essenciais: a intencionalidade  do texto (protestar, criticar positiva ou negativamente, brincar ou apenas “impressionar” os leitores);  o perfil do autor ( seus gostos, idade, nível cultural, etc.); o perfil do jornal ou revista ( quem é o público leitor, quais os assuntos publicados, o grau de formalismo, etc)
            Quando o teor da carta diz respeito a uma matéria assinada, o leitor deve de dirigir ao jornalista que a escreveu. Porém, se a carta disser respeito ao jornal  ou a uma matéria não assinada, então o leitor deve se dirigir ao edito, representante legal da revista ou jornal.

CARACTERÍSTICAS DA CARTA DO LEITOR


a)       expressa a opinião do leitor sobre textos publicados em jornal ou revista;
b)       tem intencionalidade persuasiva;
c)       tem estrutura semelhante à da carta pessoal: data, vocativo, corpo do texto (assunto), expressão cordial de despedida e assinatura;
d)       linguagem de acordo com o perfil do autor, da revista ou jornal a que se destina, predominando o padrão culto formal;
e)       menor ou maior pessoalidade, de acordo com a intenção do autor;
f)        se preferir, mande um e-mail que possui as mesmas características da carta.


Dicas de como montar a estrutura:
- Situe o leitor do seu texto (referência ao artigo, dando título, autor e edição ou data do órgão divulgador)
- Dirija-se a interlocutor fixo (diretor da revista, leitor em especial), conforme indicação no enunciado.
- Faça-o no início ( Prezado senhor: , Senhor diretor:)
- Exponha sua opinião ou posição sobre o assunto  de forma sucinta.
- Apresente razões, argumentos, sugestões.
- Encerre reforçando a sua posição ou sugerindo algo.
- Mantenha postura equilibrada e firme.

Abaixo há dois exemplos de carta de leitor, feitas por ex-alunos a partir da proposta abaixo.


Na seção de cartas da revista Veja (ed. 1352) figura o seguinte texto:
“Há algum tempo, durante um cafezinho na copa do prédio de Letras, da Universidade de São Paulo, ouvia, involuntariamente, alguns comentários de professores que ali estavam, em intervalos de aulas. O assunto eram os filhos. ‘Meu filho mais velho se forma em Medicina neste ano.’  ‘O meu em Direito’. Aí, por mera curiosidade, interrompi a conversa do grupo e perguntei:  ‘Alguém de vocês tem, por acaso, algum filho professor ou que esteja seguindo a carreira do magistério?’ Ninguém tinha. Perguntei o porquê. A resposta comum a todos foi que sempre desejamos o melhor para os filhos e ninguém quer que eles sofram em sua vidas profissionais os constrangimentos experimentados pelos pais.”  
                      (Antônio Suarez Abreu)

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Rondonópolis, 30 de abril de 2007

Senhor diretor,

Todos sabemos da importância dos pais na formação dos filhos, mas o relato tecido pelo leitor Antônio Suarez Abreu (edição nº 1352)  me fez questionar sobre o papel dos pais no momento da  escolha da profissão: “até que ponto a influência dos pais pode ser benéfica?”  
No caso do comentário, específico de professores, acredito que os pais estejam em seu direito de querer privar os filhos dos constrangimentos do ofício do ensino. Mas será que os pais sempre estão certos quando, tentando proteger o filho, interferem na sua escolha profissional?
Na minha opinião, os pais podem sugerir, mas não impor. Até porque a escolha da profissão tem relação direta com vocação, e vocação é um chamado que vem de dentro de cada um.  Uma coisa é orientar os filhos, e outra, é desviar esta ou aquela profissão de sua trajetória na vida. Uma influência nesse sentido pode, mais tarde, gerar uma frustração para o resto da vida.

  Atenciosamente,

  Renan  Burtet


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Rondonópolis, 30 de abril de 2007

                           
Prezado senhor Antônio Suarez Abreu,


Em referência à sua carta publicada na revista Veja (ed. 1352), deixo claro que os filhos têm todo direito de escolher uma profissão. É óbvio que sempre queremos o melhor para nossos descendentes, mas deixá-los um pouco mais livres na escolha de seu futuro torna-os mais independentes e com opinião mais adequadamente preparada para a convivência em sociedade.
Talvez, a carreira que desejamos a um filho não seja aquela de que ele mais goste, e isso pode vir a prejudicar seu desempenho profissional. Além do mais, se o jovem recebeu uma boa formação familiar ao longo de sua vida, ele será capaz de trilhar os caminhos que mais lhe convêm, não necessitando de palpites possivelmente ditatoriais para anuviar seus objetivos.  

                          Atenciosamente,


                             Caio Murilo



9 comentários:

  1. ola, precisa pular linha para a construção da carta?

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    1. Como está dito na explicação, procure obedecer ao comando da proposta. Há propostas que dispensam as formalidades, porém outras nao dizem nada. Neste caso, pule as linhas. Ok??

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  2. No vestibular é preciso colocar título na carta?

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  3. Em caso de vestibular, evite pular linhas, uma vez que tens um número máximo de linhas a utilizar e, portanto, não aconselho desperdiçá-las.

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  4. Interessante... é uma boa maneira de organizar as ideias para a produção textual.

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  5. Muito Obrigada pelos exemplos eu irei fazer um trabalho de Inglês sobre esse assunto e esses exemplos e dicas me ajudaram bastante!

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  6. Olá!
    Eu gostaria de saber que tipo de colunas, artigos, publicações, etc; irão me ajudar a fazer cartas de leitor? Vocês poderiam me citar nomes de alguma revista ou jornal? Obrigada!

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    1. Procure nas revistas: Ciência Hoje das Crianças, Veja, Época, Triplik. Olhe também a revista da banca: Tv Brasil e o gibi Sesinho. Existem vários outros, só não sei em qual jornal voce pode achar. Desculpe.

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  7. Oi, gostaria de saber se o titulo pode ser a matéria da que vou comentar? exemplo se o assunto for O racismo no Brasil posso colocar como titulo ou tenho que inventar outro? desde já agradeço!

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