PROJETO MEIO AMBIENTE: CULTIVO DO HÁBITO DO USO DOS 5 rS

2011: Mais um ano letivo pela frente. Em 2010, realizamos com bastante êxito o projeto Gêneros Textuais (orais e escritos), objetivando conhecer, analisar e produzir textos ligados aos Valores Humanos. Neste ano, 2011,a proposta dos gêneros visa desenvolver habilidades e potencialidades relacionadas ao respeito pelo MEIO AMBIENTE, sobretudo à prática ao uso dos 5Rs (Respeitar, repensar, reduzir, reutilizar e reciclar). Por isso, abri um página - MEIO AMBIENTE - só com textos que discorrem sobre o tema. A Escola CIE não pode prescindir, num momento de agonia do planeta, do seu papel de construçao de cidadania. Aguardem!! “Se quisermos ter menos lixo, precisamos rever nosso paradigma de felicidade humana. menos lixo significa ter... mais qualidade, menos quantidade; mais cultura, menos símbolos de status; mais esporte, menos material esportivo; mais tempo para as crianças, menos dinheiro trocado; mais animação, menos tecnologia de diversão; mais carinho, menos presente... (Gilnreiner, 1992)

GÊNEROS TEXTUAIS


      Exercer cidadania implica, antes de tudo, descobrir como nossos talentos podem contribuir para construir uma sociedade cada vez melhor. Por isso, a escola tem o dever de resgatar o espírito cidadão que nós todos, alunos e professores, temos para influir no ambiente em que vivemos, em vez de nos deixar levar por ele. É dever de todos nós sermos cidadãos plenos.
     Como? Lutando por nossos direitos, nossas convicções e nossos valores, pensando também nos direitos, convicções e valores de todos.
     Assim, o aluno, por meio das aulas de produção textual,  será instado a se posicionar diante de temas da realidade para ampliar sua compreensão de mundo, tomando consciência de seus direitos e deveres como cidadão, opinando, interferindo nos acontecimentos, além, é claro, de se preparar para eventuais práticas lingüísticas tão necessárias para o exercício da cidadania.

Vão aí algumas dicas da estrutura de alguns gêneros tão importantes para o exercício da cidadania


1- Notícia: texto com o objetivo de informar o leitor de um jornal ou revista a respeito de um fato. A notícia, de um modo geral, não esgota o fato; informa o quê? Quem? quando? Onde? Como? Por quê?
Característica da Notícia:
Dicas:

- dê um título bem sugestivo
- elabore manchete que provoque no leitor desejo de ler a notícia
- desenvolva a notícia, sem se esquecer de que o primeiro parágrafo do desenvolvimento (lead) traz as informações essenciais relativas ao acontecimento: o quê, que, onde, quando; nos parágrafos seguintes apresentam-se os pormenores.
A função primordial da notícia é informar. Disso se conclui que o autor não deve emitir juízos de valor pessoal, evitando, por exemplo, adjetivos e outras marcas da função emotiva.

EXEMPLO NOTÍCIAS
Ciclo de palestra sobre saúde prepara alunos para falar em público.

Alunos do 2º ano A e B, do Ensino Médio, coordenados pela professora de Língua Portuguesa Arlete Fonseca de Oliveira, promoveram um ciclo de palestras sobre saúde e apresentaram para alunos do 8º  e 2º anos. O objetivo da professora era preparar os alunos para falar em público e esclarecer para as pessoas sobre algumas doenças. As apresentações ocorreram nos dias 7 e 12 de maio no anfiteatro da escola.
A maioria dos grupos usou slides e vídeos para a explicação ficar mais compreensível e ainda alguns usaram jalecos para simular o ambiente real de atuação dos especialistas desta área.
Segundo Daniele Sávio, aluna do 2º ano A do E.M, que apresentou sobre o tema Catarata, o ciclo de palestras foi importante para aprimorar os conhecimentos sobre algumas doenças e para perder o medo de falar em público. Além disso, ajudou os jovens a melhorar o vocabulário, a sua postura e a sua expressividade.


CIE promove projeto para a conscientização dos alunos quanto à limpeza da escola

Ao longo dos meses de abril e maio, a escola Centro Integrado de Ensino começou o projeto de limpeza do pátio, em que os alunos do Ensino Médio (2º e 3º anos) buscam manter o pátio da escola limpo após o recreio, ajudando os funcionários da limpeza.
O projeto funciona da seguinte forma: cada dia 3 duplas de alunos, faltando 5 minutos para bater o sinal do fim do recreio, com os sacos de lixo, começam a recolher, com a ajuda de quem se descuidou da limpeza, a recolher o lixo deixado nas mesas, bancos e chão. . “A limpeza melhorou 90%, acho que esse projeto está ensinando os alunos a não jogar mais lixo no chão”, afirma o senhor Ermírio, que trabalha há 15 anos na escola. “Antigamente gastávamos 30 minutos para a limpeza e agora somente 10”, finaliza.
Para Sidney, orientador educacional da escola, o Projeto de Limpeza do pátio tem sido percebido pela escola como uma relevante e genial iniciativa, desenvolvendo consciência, educação solidária, cidadania e higiene. O mais saudável da iniciativa é que envolve o próprio aluno como sujeito da ação de conservar o espaço escolar sempre limpo.
No entanto, segundo Dirce, que atua na área de limpeza da escola há 20 anos, o ideal seria estender essa atitude cidadã para dentro das salas de aula também, pois algumas turmas têm deixado as salas sujas.
Escola abre espaço musical durante intervalo e  alunos trocam conhecimentos musicais.

A escola CIE proporciona para os alunos, todas as sextas-feiras, um espaço na hora do recreio para a divulgação musical. O objetivo é que os alunos que tocam algum tipo de instrumentos ou que cantam mostrem as suas habilidades e que os alunos que não cantam ou tocam instrumentos sintam-se contagiados pela música.
Com o apoio do professor de História e músico Luíz Henrique, os alunos ganham a confiança para enfrentar a plateia e mostrar seus conhecimentos musicais. Nesse momento podemos ouvir desde o estilo sertanejo até o internacional. “O objetivo principal dessa iniciativa é apresentar músicas com verdadeiro valor cultural para os alunos e divulgar os talentos da escola” afirma o professor.
Vitor, do 8º ano B, toca e canta porque sente prazer e reconhece a relevância da proposta. Ele assume que, na primeira vez que tomou a decisão de mostrar seus conhecimentos musicais, sentiu vergonha, mas que já ganhou confiança no decorrer das apresentações.                                              
Mariana Battaglini, do 2º ano B, por sua vez, mesmo sabendo tocar um instrumento musical, ainda não tomou coragem para mostrar os seus dotes: “o motivo de não participar das sextas feiras musicais é ter muita vergonha de tocar na frente dos alunos da escola e o medo de errar. Está certo que a escola ensina a perder muitos medos. Já aderi às apresentações de trabalho em público, mas acho que ainda não estou preparada para as apresentações musicais - acho que a pessoa tem que estar bem confiante, muito segura, para não se atrapalhar”. E acrescenta sorrindo: “o medo do julgamento do outro é algo que dá ‘medo’, incomoda”.
Aline Dumont Braga
Daniela Felipe Rodrigues
Fernanda Rafaela Krauspenhar
Paula Freire Brambila
2º ANO ENSINO MÉDIO


2- Crônica Argumentativa: situa-se entre o estilo jornalístico e o literário. O cronista tem como ponto de partida a observação direta dos fatos do cotidiano, mas não os retrata como uma simples reportagem ou notícia jornalística e sim procura emocionar o leitor, levando-o à reflexão sobre esses fatos. A crônica se diferencia do editorial por dois motivos: 1º) o editorial representa a opinião de um jornal ou de uma revista; a crônica, ao contrário, o ponto de vista sobre uma realidade do cotidiano; 2º) no editorial, predomina uma linguagem objetiva e jornalística; na crônica, uma linguagem subjetiva e literária.

CARACTERÍSTICAS DA CRÔNICA ARGUMENTATIVA
a) tipo de gênero textual que reúne características de crônica e de texto argumentativo;
b) apresentação do assunto ou controvérsia a ser discutida, normalmente, no início do texto;
c) posicionamento do cronista sobre o assunto em questão;
d) exposição de argumentos que fundamentam o ponto de vista do autor;
e) conclusão surpreendente, criativa, ou conclusão-síntese, que retoma as idéias do texto e confirma o ponto de vista defendido;
f) tratamento subjetivo do tema, deixando perpassar a sensibilidade e as emoções do cronista;
g) linguagem criativa e figurada, geralmente, de acordo com o padrão culto informal da língua.


Observação: não existe uma receita ou fórmula para se escrever uma crônica. O importante é que o fato que despertou a vontade de escrever seja relatado, levando o cronista a fazer questionamentos, críticas, reflexões.
EXEMPOLO - CRONICA ARGUMENTATIVA

                                              300 segundos
                                                            Calleb Romero (2º ANO ENSINO MÉDIO - CIE)

         U2 realizou um grande show no Morumbi, estádio do meu amado time: São Paulo. Não deixei de acompanhar na TV, notícias, flashs sobre o mega show. 
            No telejornal “Bom dia Brasil”, hoje de manhã, a manchete era: uma família gasta R$4 mil para assistir ao show do U2, pagando ingressos que chegavam a R$800.
            O show em seu tempo de duração, empolgou, contagiou, animou, levou o público ao delírio. Nenhuma das mais de 75 mil pessoas notou a passagem de 300 segundos.
            300 segundos? Quem vai ligar pra isso, com Bono “arrasando” no palco, e seu guitarrista “destruindo” na guitarra?
            300 segundos? Pergunte o que isso vale no portão de um terreno na Ilha das Flores, lixão de Porto Alegre, que nada tem a ver nem com ilha e muito menos com flores.
            O terreno, cujo  dono é um criador de porcos, recebe diariamente toneladas de lixo, que  é separado e a parte aproveitável vai para os suínos.
            Voltando ao portão... Ali pessoas, isso mesmo, pessoas com teleencéfalos altamente desenvolvidos, com o polegar direito e opositor, aguardam ansiosamente autorização para sua entrada.
            Abre-se a porteira!!! Para eles entrar naquele chiqueiro é muito melhor que qualquer show de rock. Naquele momento, sejam R$4 mil ou R$800 não poderiam pagar o banquete do dia. Banquete que eles vão recolher da montanha de comida que não serviu para os porcos.
            300 segundos é o que cada um dos vários grupos de 10 pessoas tem para ajuntar o que puderem. As características daquele ser humano que foi ao show são as mesmas daquele da Ilha das Flores. Ambos têm teleencéfalos altamente desenvolvido, com polegar e opositor.

4- Reportagem : pode ser considerada a própria essência de um jornal e difere da notícia pelo conteúdo, extensão e profundidade. A reportagem busca mais: partindo da própria notícia, desenvolve uma seqüência investigativa que não cave na notícia. Assim, apura não somente as origens do fato, mas suas razões e efeitos. Abre debate sobre o acontecimento, desdobra-o em seus aspectos mais importantes e divide-o, quando se justifica, em vários tópicos. A notícia não esgota o fato; a reportagem pretende fazê-lo. Normalmente compõe-se de 3 partes:
a) Manchete: é o título da reportagem. Tem o objetivo de resumir a reportagem e, ao mesmo tempo, atrair a atenção do leitor para o texto.
b) Lead: é um resumo, que aparece geralmente no início da reportagem.
c) Corpo: é a parte da reportagem que desenvolve o assunto, apresentando detalhes do fato principal.


Obs.: Para se fazer uma reportagem é preciso entrevistar pessoas, que dêem informações a respeito do assunto e do aspecto que sua reportagem vai analisar, e pesquisar em bibliotecas, enciclopédias e livros informações específicas a respeito do assunto abordado.

EXEMPLO REPORTAGEM

Aprendendo com os jovens
Ciclo de palestras de Educação e Cidadania promovidas pelos próprios alunos da escola Cie possibilita uma verdadeira lição de vida.

Hoje em dia, muitos pais, educadores e especialistas na área da educação vêm tentando ensinar os valores humanos para os jovens diante de uma sociedade que não os valoriza mais. Desse modo, fica meio estranho falar para eles serem honestos, enquanto políticos corruptos não sofrem devida punição, ou para respeitarem o outro, enquanto o mundo está em guerra, por causa de atentados em função da intolerância religiosa ou política. Por isso, preocupados se os ensinamentos estavam realmente surtindo efeito sobre os novos cidadãos, os educadores do Centro Integrado de Ensino passaram a buscar meios alternativos para construírem a base da formação da personalidade dessa nova geração.
Uma maneira original foi convidar os próprios jovens, além de alguns pais e professores, para serem palestrantes de diversos temas ligados aos valores morais em um ciclo de palestras de Educação e Cidadania. O público-alvo foram os alunos do 6º ao 3º ano do Ensino Médio. Jovem fala a língua de jovem. Transmitir qualquer mensagem via este canal direcionado para este público-alvo é muito mais viável do que qualquer outro meio. Além do mais, eles demonstram maior interesse por se tratar de exemplos que vêm de pessoas com linguagem e comportamento bem próximos dos seus. O jovem tem muito conhecimento de mundo, mas, às vezes, isso é ignorado pelos adultos, que acreditam que a insegurança e todas as mudanças sofridas nessa fase não permitem a eles terem uma opinião formada e coerente. Muitas vezes, a pequena experiência de vida deles, vivida intensamente, é mais rica em sabedoria do que a de um adulto que se deixou passar pela vida, sem senso crítico. E a idade da juventude é a que representa melhor os questionamentos que são feitos a respeito da situação da sociedade, a que os adultos já estão acomodados e não buscam mais soluções para transformá-la para melhor.
Bullying, influência da mídia, consumismo, tolerância, diversidade, gentileza, ética, cidadania, violência, sexualidade e direitos humanos foram os temas abordados. Temas que já são bastante discutidos entre eles diariamente. O diferencial consistiu na apresentação da relação deles com os valores morais usados na formação do caráter e nas propostas das soluções para conviver com eles e enfrentá-los.
Colocar apelidos, estar sempre na moda a qualquer custo, abusar da força física, desrespeitar os direitos e individualidades, viver e vivenciar relacionamentos dificultosos? Que jovem nunca experimentou esses sabores ou dissabores na sua vida, seja como praticante ou vítima?
Camila Gonçalves de Almeida (15), aluna do 2º ano A do Ensino Médio e palestrante do Ciclo, falou a respeito do consumismo. Foi incisiva ao dizer que hoje o jovem pode ser considerado uma “máquina de consumo” e que esta aquisição exagerada e inconsciente de bens materiais serve, para muitos, como meio de inclusão em determinado grupo social. Mas deixou claro que esse consumismo nada mais é do que uma forma de alienação que em nada contribui para a essência do ser humano. Mostrou a importância de os jovens refletirem a respeito desse comportamento, incentivando-os a construírem uma opinião própria e serem reconhecidos no mundo. A respeito da apresentação, Camila sentiu-se gratificada por ter conseguido despertar o interesse dos alunos, passar a sua mensagem com clareza e ganhar o reconhecimento de todos. Para ela, foi uma oportunidade que o jovem teve para mostrar que ele não é tão alienado como algumas pessoas pensam.
Interessante também ressaltar aqui que os jovens-palestrantes não se limitaram ao blá-blá-blá. Usaram recursos tecnológicos para ilustrar e dinamizar as exposições.  Mensagens, imagens e músicas que resumiam tudo o que eles falavam foram utilizadas para a plateia entender mais sobre o assunto. Alunos do 7º ano, que ainda estão entrando na sua adolescência, também fizeram valer suas vozes. Levantaram bandeiras em prol do exercício da cidadania. “A escola está abrindo as portas para o mundo por meio de iniciativas como esta, promovendo uma preparação melhor para o Enem, que traz questões da atualidade. A troca de ideias e a aprendizagem de aluno para aluno desenvolve nestes jovens a maturidade para enfrentar os desafios da sociedade atual” declarou a psicóloga Marcely Maria Lima Saraiva Santos (37), que está desenvolvendo um projeto de orientação vocacional com alguns alunos do Ensino Médio aqui no CIE.
A psicóloga afirmou ainda que “o jovem, ao refletir sobre os valores morais do contexto social em que está inserido, promove o seu autoconhecimento ao reavaliar os seus conceitos, e isso conta como requisito para escolha profissional. Para ela, ações como essa fazem a diferença, sobretudo, porque, com a inversão dos valores morais, os jovens estão valorizando mais o aspecto financeiro do que o ético e, por isso, muitas vezes escolhem profissões que talvez não lhes sejam agradáveis, desrespeitando a condição humana, suas individualidades, subjetividade e seus direitos. Assim, acabam escolhendo uma que lhes garanta a aquisição de bens materiais. Coisas que talvez não lhes sejam tão essenciais como o relacionamento com o outro. Além disso, acrescenta, a mídia, apesar de proporcionar ao jovem acesso à informação, pode ‘fantasiar’ não só algumas profissões como os próprios valores significativos para sociedade, afastando-os da verdadeira realidade.
“A base da formação de um cidadão começa na família, por meio do diálogo, do afeto e dos laços familiares criados entre o adolescente e os pais. A vivência dessas relações que são apreendidas primeiramente na família fundamenta os seus conceitos, ajudando-os assim na sua inserção em outro grupo social. A escola dá continuidade a este trabalho e, quando ela permite que o aluno deixe a posição única de ouvinte para falar, torna-se perceptível para ele a sua importância dentro dela, o que serve de incentivo para continuar os estudos”, conclui a psicóloga.
                            ALINE BRAGA (2º ANO - ENSINO MÉDIO - CIE)




5-  Editorial: a imprensa – principalmente a escrita – não tem apenas o objetivo de informar o público dos fatos ocorridos, mas também de expor sua opinião a respeito dos acontecimentos sociais, políticos, econômicos e culturais. Portanto, o editorial de um jornal representa a opinião de um jornal sobre um fato e vem acompanhado das evidências dessa opinião. Nele, o redator não veicula apenas suas idéias, mas as de um grupo. O editorial apresenta o fato (informa o que acontece) e a opinião (interpreta o que acontece). Enfim, o editorial se baseia em fatos geralmente veiculados por notícias ou por reportagens.

CARACTERÍSTICAS DO EDITORIAL
a) expressa a opinião de um jornal ou revista a respeito de um assunto da atualidade, quase sempre polêmico;
b) tem intenção de esclarecer ou alertar os leitores, alterar seu ponto de vista a respeito de algum assunto ou mobilizá-los para uma causa de interesse coletivo;
c) estrutura convencionalmente organizada em três partes: introdução, desenvolvimento e conclusão;
d) desenvolvimento estruturado a partir de exemplificações, comparações, depoimentos, pesquisas e dados estatísticos, citações, retrospectivas históricas etc.;
e) linguagem clara, objetiva, impessoal;
f) predomínio do padrão culto formal da língua;
g) verbos geralmente no presente do indicativo


 EXEMPLO Editorial
Excesso X Essência

Analisar, julgar, discernir. É o primeiro passo para não cairmos na ilusão de acreditar em tudo o  a mídia apresenta

Oláá, tudo bem? Esta é a primeira edição do Jornal CIE do ano de 2010. O jornal está repleto de informações que são imprescindíveis para a sociedade atual. Abordamos diversos assuntos relacionados ao tema Valores Humanos devido ao fato de presenciarmos diariamente tamanha violência. Agressões físicas e psicológicas à falta de respeito para com o próximo e consigo mesmo estão evidentes no nosso cotidiano.          Durante as três ultimas semanas, o Centro Integrado de Ensino realizou um ciclo de palestras. Alunos dos segundos e terceiros anos do Ensino Médio, pais, profissionais da área e professores apresentaram dados e opiniões acerca de temas como o Bullying, a influência da mídia, consumismo, ética e moral, educação e cidadania, gentileza, tolerância, respeito e a valorização à diversidade. Mostraram à comunidade escolar a importância dos valores para as atuais e futuras gerações, expondo de forma clara a preocupação com o modo em que devemos reagir a determinados acontecimentos e à diversidade de informações que nos são impostas a todo o momento. Passamos a enxergar a vida com um olhar que não é nosso, perdemos a essência. No entanto, ainda podemos mudar.                                               
Analisar, julgar, discernir. É o primeiro passo para não cairmos na ilusão de acreditar que tudo o que a mídia apresenta é verdadeiro, absoluto e necessário. Recebemos valores distorcidos e aparentemente benéficos o que gera consequências desastrosas na formação das pessoas, sobretudo das crianças - que ainda não têm seu caráter formado - e adolescentes, que estão numa fase de construção de sua personalidade. Descobertas, criações, transformações. Tudo feito pelo homem que evoluiu, desenvolveu seu raciocínio, criou uma infinidade de aparelhos e mudou completamente a história da humanidade.                                      
Mas, de que vale todo esse avanço tecnológico, se as pessoas se esqueceram do simples fato de que são humanas? Casas bonitas e famílias desestruturadas; lindos carros e falsas amizades; muito dinheiro e pouca moral. Multiplicamos nossos bens, porém reduzimos nossos valores éticos.      


6- MANIFESTO - Gênero textual que se produz quando uma pessoa ou um grupo de pessoas deseja chamar a atenção da população, denunciando um problema de interesse geral, que afeta a todos, ou alertando para um problema que está prestes a ocorrer.  Embora não possua uma estrutura rígida, o manifesto deve conter alguns dados essenciais, como:
a) um título capaz de chamar a atenção do público e ao mesmo tempo informar de que se trata o texto;
b) a identificação do problemas logo no primeiro período;
c) análise do problema e argumentos que justificam o ponto de vista do(s) autor (es);
d) local e data;
e) assinaturas dos autores do manifesto ou simpatizantes da causa


       A linguagem do manifesto varia de acordo com fatores como: quem é o autor, quem são os interlocutores, qual é o veículo de divulgação( jornal, revista, rádio, tevê) etc. Geralmente, nos meios de comunicação de grande alcance o manifesto é divulgado de acordo com o padrão culto formal da língua.
CARACTERÍSTICAS DO MANIFESTO
a) texto de intenção persuasiva, que objetiva alertar sobre um problema ou fazer a denúncia pública de um problema que está ocorrendo;
b) estrutura relativamente livre, mas com alguns elementos indispensáveis: título, identificação e análise do problema, argumentos que fundamentem o ponto de vista do autor do manifesto, local e data, assinatura dos autores e simpatizantes da causa;
c) linguagem geralmente no padrão culto formal da língua;
d) verbos predominantemente no presente do indicativo.



7- ABAIXO-ASSINADO
Gênero textual que se produz quando uma pessoa ou um grupo de pessoas deseja fazer uma reivindicação, de caráter pessoal ou coletivo. O abaixo-assinado tem o objetivo de persuadir o leitor do mesmo. Veja suas características:
a) identificação, na forma de vocativo, da autoridade a quem é encaminhado o documento;
b) corpo do texto que consiste na apresentação do problema, seguido da reivindicação pretendida pelos assinantes, e dos argumentos que justificam a solicitação feita;
c) fechamento do texto que deve conter local e data, seguidos de assinaturas dos simpatizantes. Para dar maior credibilidade às assinaturas, costuma-se identificá-las por meio de dados pessoais como cidade, país ( se for o caso), documento de identificação e, às vezes, endereço;
d) os autores do texto podem-se colocar em 1ª ou em 3ª pessoa;
e) a linguagem deve estar atenta ao padrão culto da língua;
f) os verbos aparecem no tempo presente do indicativo;
g) o pronome de tratamento deve ser de acordo com o cargo ocupado pelo interlocutor;
h) texto de intenção persuasiva, que encaminha uma reivindicação.


EXEMPLO  ABAIXO-ASSINADO


                                                                   ABAIXO-ASSINADO

ASSUNTO: SOLITAÇÃO DE MEDIDAS PARA DESMONTAR PONTO-ABRIGO DE VICIADOS E DESOCUPADOS NOS ARREDORES DO GINÁSIO DE ESPORTES MARECHAL RONDON.
Excelentíssimos Senhores:
          Os moradores da região, que compreende as avenidas Bandeirantes e Cuiabá, entre as ruas Floriano Peixoto e João Pessoa, a seguir identificados, vêm à presença de Vossas Senhorias expor e solicitar o que se  segue:
A região acima citada, mais especificamente, a pracinha do Ginásio de Esportes Marechal Rondon, e calçadas do CREA, do CEFAPRO e da Escola Estadual Marechal Dutra (instituições da esfera estadual, municipal e particular) e adjacências, a partir da boca da noite até o amanhecer tem se transformado em ponto-abrigo de jovens e adultos que têm feito desses locais públicos uma arena. Uma arena onde exibem escancaradamente seus comportamentos, atitudes e ações incivilizadas: tomam banho; urinam; defecam; esparramam lixo; brigam entre si; roubam estepes de carros e jogam pedras em parabrisas; incomodam transeuntes, abordando, principalmente, senhorinhas que vêm das igrejas ou crianças da escola, para pedir ou roubar-lhes; usam drogas e até mantêm relações sexuais.
A partir das 6-7 h da noite, nestes últimos oito meses, caminhar pelas calçadas desses locais é impossível. Os grupos têm sido constantemente fortalecidos por uma legião de novos componentes que aparecem todos os dias, engrossando a fileira de meninas e meninos viciados em crack (ou outro produto que os faz permanecer acordados a noite toda).
O simples ato de sair às portas de nossas residências tornou-se algo senão arriscado um tanto constrangedor. Segurança e sossego são direitos que os moradores, que, por aqui, precisam estar/transitar, desconhecem. O mesmo se diz dos estudantes da UNIC (UNIR) que, ao sair das aulas, são surpreendidos com roubo de acessórios de carros e motos estacionados; das crianças e adolescentes da Escola Marechal Dutra, dos frequentadores da Igreja Batista, dos esportistas e participantes de eventos do Ginásio Marechal Rondon.
Esse quadro, ao vivo e em tempo e espaço reais, nos reporta a uma passagem do filme “À primeira vista”, onde um cego, por uma maravilha da medicina, voltou a enxergar e, andando pelas calçadas com a namorada, viu um morador de rua em condições subumanas. Perguntou a ela: “O que é isso?” E ela respondeu: “Nada”. Ele, inconformado, parou... viu que era um homem e exclamou indignado: “É um homem, um ser humano! Como você pode dizer que não é nada?!?!”.
É esse tipo de olhar que precisamos direcionar a esses grupos sociais. Do alto de nossa vaidade, irracionalidade e ignorância, ao longo dos anos, acostumamo-nos a olhá-los apenas com medo, nojo ou piedade.  Precisamos entender que somos fios de uma mesma trama, que há muito, vem dando sinais de esgarçamento e que, se não tomarmos atitudes inteligentes e decentes, seremos os primeiros a ser defenestrados dela.  
Sabemos da complexidade do problema. No entanto, é um desafio a ser enfrentado por esta geração que herdou das passadas esta distorção social que vem tomando grandes proporções. Dar terreno à composição, à produção, ao ensaio e à exibição de um enredo cujo final catastrófico atingirá a todos é uma prática retrógrada, desumana e imbecil.
Se esse enredo não for modificado, a sociedade que se autointitula incluída  socialmente, os não-marginais, quando der por si, já estará acuada. Acuada por um grupo de excluídos. Excluídos tão bem incluídos, e articulados socialmente, que seus padrões – baseados em nenhuma ética e moral– serão impostos como normas a serem seguidas. Disso já deram mostras.
 Tanto que não nos espantaria se, de repente, entrasse em vigor uma lei proibindo a ação desses grupos, e os fabricantes e empresários de alarmes e cercas elétricas e segurança em geral formassem uma comissão para, de chapéu na mão, exigir dos governos subsídios financeiros para não quebrarem e serem obrigados a demitir grande quantidade de empregados absorvida pela indústria da segurança, construída graças à insegurança instaurada por esses grupos.
Prejuízos financeiros, morais e éticos são incalculáveis. Grande parte disso, porém, será evitado, se abandonarmos essa miopia voluntária e ignóbil que nos moveu até aqui. Precisamos enxergar, e supervisionar, o modo como se compõem os fios dessa trama a que chamamos de sociedade. Precisamos ativar nossa perspicácia para evitar o perigo e os prejuízos que um simples e inofensivo ajuntamento de pessoas pode trazer. Principalmente quando este é composto de jovens sem família, sem formação religiosa e educacional, sem emprego e sem ideal.  Em outras palavras, é preciso enxergar para evitar o esgarçamento da trama.
Não mais podemos fazer parte daqueles que consideram esses grupos sociais, inicialmente inofensivos, apenas desnecessários economicamente; perigosos socialmente e incômodos politicamente. Afinal, esses grupos já provaram que, fortalecidos, tornam-se economicamente necessários – basta lembrar-se do patrocínio do tráfico infiltrado em todo país e da geração de empregos no setor de segurança. Já provaram que  não são tão perigosos assim socialmente –  gradativamente estão ocupando lugares de alta relevância na esfera social e política, sem falar que estão se  conscientizando de sua importância na geração de empregos – outro dia, em entrevista a um repórter da Rede TV,[1] um ladrão apreendido afirmou convictamente que eles (os fora da lei) garantem o salário de juízes, promotores, delegados, policias, advogados, carcereiros... E, politicamente, ao que parece, já provaram não serem tão incômodos como muito apregoam, haja vista que muitas grandes organizações, hoje, são financiadas e protegidas por eles. Isso sem falar dos que foram eleitos para representar o povo nas esferas públicas.
          Certos de que Vossas Excelências, movidos pelo desejo de uma sociedade mais justa, mais humana e, por conseqüência, menos dispendiosa, saberão quais as melhores medidas a adotar para romper esse processo de distorção social, agradecemos a atenção.

                                              Rondonópolis, 07 de janeiro de 2009.


[1] http://www.youtube.com/watch?v=9ayMV_KQdU0

8- CARTA ABERTA - Um gênero de natureza argumentativa utilizado quando um grupo de pessoas – às vezes reunidas em associações, sindicatos, comunidades de bairro, Igreja, entidades estudantis, etc. – deseja manifestar publicamente sua opinião a respeito de um problema.
       Com a carta, geralmente, pretende-se conscientizar pessoas, governantes, entidades a respeito do problema e mobilizá-los com o intuito de resolvê-lo, além de conquistar o apoio da população em geral.



CARACTERÍSTICAS DA CARTA ABERTA:
a) texto de intenção persuasiva, que denuncia um problema, pretendendo conscientizar pessoas e entidades a respeito dele;
b) objetiva também mobilizar interessados para que sejam encontradas soluções;
c) estrutura formada por título, que identifica o destinatário; denúncia e análise do problema; reivindicação de medidas que solucionem o problema, fundamentada por argumentos; eventualmente por uma conclusão que seja síntese das idéias, ou um conjunto de sugestões;
d) como assinatura, identificação das pessoas, grupos ou entidades responsáveis pela carta;
e) local e data facultativos;
f) linguagem de acordo com o padrão culto formal;
g) verbos predominantemente no presente do indicativo;
h) uso dos pronomes de tratamento de acordo com o cargo ocupado pelo interlocutor;
i) os autores podem se colocar pessoalmente, em 1ª pessoa, ou de forma impessoal, em 3ª pessoa



9- CARTA ARGUMENTATIVA de solicitação e de reclamação
     Os cidadãos podem produzir esse tipo de carta sempre que necessitarem reclamar às autoridades de algum problema que os aflija, ou solicitar providências para a solução de um problema, ou, ainda, ao mesmo tempo reclamar de um problema e solicitar soluções para ele. De acordo com o teor da carta, ela será carta argumentativa de solicitação, ou de reclamação, ou de reclamação e solicitação.
      Por serem cartas, elas apresentam características próprias do gênero: local, data, vocativo, corpo do texto, expressão cordial de despedida e assinatura.
      No corpo do texto, é apresentado o problema e, em seguida, são expostos os argumentos e /ou sugestões. Os argumentos podem apresentar explicações, comparações, exemplificações, citações etc. , desde que fundamentem a reclamação ou solicitação.
      A linguagem do texto deve ser clara e objetiva e estar de acordo com o padrão culto formal, em virtude da formalidade da situação – normalmente o interlocutor é uma autoridade. O remetente geralmente se coloca de modo direto no texto, fazendo uso da 1ª pessoa. As formas verbais comumente ficam no presente do indicativo.



CARACTERÍSTICAS DAS CARTAS ARGUMENTATIVAS DE SOLICITAÇÃO E DE RECLAMAÇÃO
a) texto de intenção persuasiva;
b) apresentam às autoridades competentes reclamação de um problema (carta de reclamação) ou solicitação de soluções para um problema (carta de solicitação);
c) têm formato semelhante ao das cartas em geral: local e data, vocativo, corpo da carta (assunto), expressão cordial de despedida, assinatura;
d) têm como estratégia argumentativa mais comum: apresentação do problema, suas causas e conseqüências; exposição de argumentos capazes de comprovar que o remetente tem razão, por estar sendo desrespeitado em seus direitos, ou por não ver seus direitos atendidos, etc.;
e) linguagem clara e objetiva, de acordo com o padrão culto formal da língua, geralmente em 1ª pessoa;
f) formas verbais predominantemente empregadas no presente do indicativo;
g) pronomes de tratamento de acordo com o cargo ocupado pelo destinatário


10- CARTA ARGUMENTATIVA DO LEITOR

      Um dos gêneros solicitados pelos vestibulares em quase todo o país, a carta do leitor apresenta um formato semelhante ao da carta pessoal: data, vocativo, corpo do texto, expressão cordial de despedida e assinatura. Apesar disso, é comum a imprensa publicar apenas o corpo da carta ou parte dela por falta de espaço.
      A linguagem da carta do leitor varia de acordo com três elementos essenciais: a intencionalidade do texto (protestar, criticar positiva ou negativamente, brincar ou apenas “impressionar” os leitores); o perfil do autor ( seus gostos, idade, nível cultural, etc.); o perfil do jornal ou revista ( quem é o público leitor, quais os assuntos publicados, o grau de formalismo, etc)
      Quando o teor da carta diz respeito a uma matéria assinada, o leitor deve de dirigir ao jornalista que a escreveu. Porém, se a carta disser respeito ao jornal ou a uma matéria não assinada, então o leitor deve se dirigir ao edito, representante legal da revista ou jornal.


CARACTERÍSTICAS DA CARTA ARGUMENTATIVA DO LEITOR
a) expressa a opinião do leitor sobre textos publicados em jornal ou revista;
b) tem intencionalidade persuasiva;
 c) tem estrutura semelhante à da carta pessoal: data, vocativo, corpo do texto (assunto), expressão cordial de despedida e assinatura;
d) linguagem de acordo com o perfil do autor, da revista ou jornal a que se destina, predominando o padrão culto formal;
e) menor ou maior pessoalidade, de acordo com a intenção do autor.
 f) se preferir mande um e-mail que possui as mesmas características da carta.
                (ver modelos nas revistas de grande circulação)



11-  ARTIGO DE OPINIĂO
1- 20 a 30 linhas- procure escrever as 30 plenas
2- 1ª ou 3ª pessoa do singular
3- título obrigatório
4- linguagem formal
5- inserir dados e fatos fidedignos
6- imprima informatividade!!!!
7- temas: polêmicos – discutidos em sociedade
8- segue a estrutura dissertativa
9- introduçăo,desenvolvimento e conclusăo
10- o desenvolvimento pode ter vários parágrafos!
11- transmite conhecimento – novas leituras de mundo
12- objetivo: contribuir para o enriquecimento cultural do leitor determinado

LEMBRE-SE: Quem lê um artigo quer aprender mais!










































































































































































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